Rua do Saco

Maio 15 2010

Sempre gostei muito do Figo.

 

Exceptuando uma birra (?) que julgo que ficou mal explicada (o que talvez ateste o estilo de sobriedade e discrição do jogador), quando declarou não mais jogar na Selecção, voltando depois atrás com essa decisão, considerei-o sempre uma figura de referência naquela Indústria.

 

Uma postura discreta, serena, carismática, que se afirmou como exemplo para os mais jovens, Capitão indiscutível de uma Selecção de grandes valores.

Isso, a par de uma vida pessoal e familiar que soube sempre proteger de forma exemplar.

 

Considerei-o sempre uma figura que dignificava a sua profissão.

 

Os adeptos do Barcelona chamaram-lhe “pesetero” aquando da sua transferência (julgo que a mais cara, ou das mais caras, até então) para o Real Madrid.

 

Não acho que tenham razão. É um negócio normal naquela indústria. Ele e a sua organização têm o dever de fazer o melhor e de ganhar o mais possível numa profissão necessáriamente efémera.

 

Mas com dignidade. Com jogo limpo. Sem batota.

 

Por favor: esperar que alguém acredite que o pequeno-almoço com um candidato a Primeiro-ministro, na véspera das eleições, rodeado de comunicação social, se deveu a uma atitude pessoal e generosa e a uma feliz coincidência, e não a uma contrapartida “por debaixo da mesa” ?!?

 

É, de facto, obsceno.

 

Não havia necessidade!

publicado por jpargana às 15:00

Fevereiro 07 2010

Há dois assuntos em que não gosto de me meter: Política e futebol.

Sou adepto do Silves Futebol Clube desde sempre e confesso, tenho grande simpatia pelo Sporting Clube de Portugal, cujos percursos acompanho com interesse (e com bastante sofrimento).

Vem isto a propósito das dúvidas que há dias um ilustre antigo alto dirigente do Sporting levantava quanto ao acerto da decisão do investimento na sua Academia.

Como compreendo essas dúvidas!

Será que é mais um dos chamados Investimentos Estratégicos (? Aqueles que, não sendo economicamente rentáveis nem auto-sustentáveis, são no entanto estruturantes, ou de interesse para o bem estar ou vida da comunidade, ainda que permanentemente dependentes financeiramente de outras fontes?).

Senão vejamos:

O Sporting é dos “grandes” (há que considerá-lo nesse grupo por cortesia e por respeito ao seu passado) o que está em pior situação financeira e à beira (pelo lado de dentro) da falência, apesar das vendas dos muito famosos “produtos” da sua formação.

O Sporting não consegue fazer resultados desportivos com os formados pela sua Academia, e para tentar melhorar, faz o mesmo que fazem os que não investiram em formação: vai ao mercado comprar jogadores, agravando a sua situação financeira.

Das duas, uma: ou vende mal os seus “produtos” ou não os produz em qualidade e ou qualidade suficientes.

Dizem-me: - Calma, é cedo, trata-se de um investimento estratégico, de retorno a longo prazo.

Esperemos que, quando aparecerem os resultados ainda exista Sporting.

 

publicado por jpargana às 15:57

Este blog é uma colectânea de reflexões do autor sobre temas de interesse geral e da sociedade e ambiente que o rodeiam.
mais sobre mim
Julho 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
23
24
25
26
27

28
29
30
31


links
pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO