Rua do Saco

Maio 17 2011

Ando muito ansioso por saber quem o P.S. vai indicar para Primeiro-Ministro, no caso de ganhar as próximas eleições.

 

É que o actual Primeiro-Ministro e Secretário-Geral, Sr. José de Sousa (conhecido por “engenheiro Sócrates”), é, como se sabe, um escravo da sua palavra e do seu culto da verdade, e rigoroso (diria mesmo, religioso) respeitador dos seus compromissos, e já declarou, publicamente e com toda a solenidade, não estar disponível para governar com o FMI.

 

 

Excerto do debate na TVI entre Paulo Portas e o Sr. José de Sousa (conhecido por "engenheiro Sócrates").

 

Paulo Portas: "O sr. disse que nunca seria primeiro-ministro com o FMI."

 

José de Sousa: "Não foi isso que eu disse. O que eu disse é que não estava disponível para ser primeiro-ministro com o FMI."

 

Judite de Sousa: "Não é a mesma coisa?"

 

José de Sousa: "Não. É diferente."

publicado por jpargana às 18:58

Maio 15 2010

Sempre gostei muito do Figo.

 

Exceptuando uma birra (?) que julgo que ficou mal explicada (o que talvez ateste o estilo de sobriedade e discrição do jogador), quando declarou não mais jogar na Selecção, voltando depois atrás com essa decisão, considerei-o sempre uma figura de referência naquela Indústria.

 

Uma postura discreta, serena, carismática, que se afirmou como exemplo para os mais jovens, Capitão indiscutível de uma Selecção de grandes valores.

Isso, a par de uma vida pessoal e familiar que soube sempre proteger de forma exemplar.

 

Considerei-o sempre uma figura que dignificava a sua profissão.

 

Os adeptos do Barcelona chamaram-lhe “pesetero” aquando da sua transferência (julgo que a mais cara, ou das mais caras, até então) para o Real Madrid.

 

Não acho que tenham razão. É um negócio normal naquela indústria. Ele e a sua organização têm o dever de fazer o melhor e de ganhar o mais possível numa profissão necessáriamente efémera.

 

Mas com dignidade. Com jogo limpo. Sem batota.

 

Por favor: esperar que alguém acredite que o pequeno-almoço com um candidato a Primeiro-ministro, na véspera das eleições, rodeado de comunicação social, se deveu a uma atitude pessoal e generosa e a uma feliz coincidência, e não a uma contrapartida “por debaixo da mesa” ?!?

 

É, de facto, obsceno.

 

Não havia necessidade!

publicado por jpargana às 15:00

Este blog é uma colectânea de reflexões do autor sobre temas de interesse geral e da sociedade e ambiente que o rodeiam.
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