Rua do Saco

Junho 10 2010

Ouvi atentamente o discurso de António Barreto na cerimónia solene das celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

 

Ouvi, atentamente e com muita emoção.

 

E foi com emoção que vi alguns veteranos no desfile do 10 de Junho.

 

Foi um discurso importante.

 

Uma lição.

 

Foi o grito que há muito faltava, a tentar despertar as consciências pela forma ingrata como a Pátria tratou e trata muitos daqueles que a serviram, dando-lhe, sem regatear, uns, os melhores anos da sua juventude, e outros, infelizmente muitos, a sua própria vida.

 

Os soldados não escolhem as guerras. Isso é responsabilidade dos políticos.

 

Mas quando a elas são chamados, o mínimo que se exige é que o seu sacrifício seja reconhecido.

 

E que eles sejam reconhecidos como credores do respeito e da gratidão de todos.

 

Num País em acelerado processo de perda de valores, o discurso de António Barreto é uma pedrada no charco, uma lufada de ar fresco, e um sinal de que não estamos sós na esperança de que alguns desses valores se salvem.

 

Era bom que fosse dada pela Comunicação Social o relevo e a divulgação que este discurso merece.

 

Era bom que todos fôssemos chamados a reflectir sobre estas palavras.

 

Obrigado, António Barreto!

 

(Neste momento, o meu pensamento vai para o meu amigo Manuel Horta Correia. Para ele e para outros como ele. Nem uma rua, na minha cidade, com o seu nome. Nem os seus nomes numa lápide em lugar nobre da sua terra. Nada. Como se o seu sacrifício não tivesse nenhum valor!)

publicado por jpargana às 19:50

Só por acaso também ouvi o discurso e acabei por o ouvir até ao fim. De facto, lembrou, de uma forma clara e sem pieguices, um assunto que raramente é falado. Foi muito bom ouvi-lo. Obrigada, António Barreto
Sofia a 10 de Junho de 2010 às 23:13

João amigo
Estou cada vez mais (se possível) contigo!
Um dia,aliás, se conseguir arranjar a capacidade de ter uma "página " como esta chamar-lhe -ei "marafações"

O António Barreto é, na minha opinião uma das (raras) pedradas neste charco de mediocridade onde temos o "privilégio " de (ainda) viver: Penso que nenhum destes "australopitecos" ( o termo é teu desde 1970...Mundial do México...eu ouvi!!) que nos (des)governam será capaz de contestar qualquer dos seus contundentes artigos de opinião.

Fiz parte, no café do Zé Neto, noite dentro, do grupo de amigos na festa de despedida do Manel após as suas férias em Armação; abalou no dia seguinte e pouco depois de chegar a Moçambique morreu. Lembro bem, João, como se fosse ontem: Infelizmente, hoje em dia, a memória é muito curta.

Ando há muito tempo a tentar arranjar um jurista com cabeça e coragem que me explique a razão porque, não tendo sido mudadas as leis sobre deserção e traição à Pátria, não foram julgados os figurões que agora, desenvergonhadamente nos querem fazer crer que nada aconteceu.
Aliás...se o rapaz poeta chega a Presidente, não sei como farei...mas terei de pedir a desvinculação de cidadão deste pobre País, porque de certeza que não será mais o meu.

Obrigado por nos tirares do descrente comodismo

Zé Donato
Anónimo a 27 de Setembro de 2010 às 20:12

Este blog é uma colectânea de reflexões do autor sobre temas de interesse geral e da sociedade e ambiente que o rodeiam.
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