Rua do Saco

Maio 15 2010

Sempre gostei muito do Figo.

 

Exceptuando uma birra (?) que julgo que ficou mal explicada (o que talvez ateste o estilo de sobriedade e discrição do jogador), quando declarou não mais jogar na Selecção, voltando depois atrás com essa decisão, considerei-o sempre uma figura de referência naquela Indústria.

 

Uma postura discreta, serena, carismática, que se afirmou como exemplo para os mais jovens, Capitão indiscutível de uma Selecção de grandes valores.

Isso, a par de uma vida pessoal e familiar que soube sempre proteger de forma exemplar.

 

Considerei-o sempre uma figura que dignificava a sua profissão.

 

Os adeptos do Barcelona chamaram-lhe “pesetero” aquando da sua transferência (julgo que a mais cara, ou das mais caras, até então) para o Real Madrid.

 

Não acho que tenham razão. É um negócio normal naquela indústria. Ele e a sua organização têm o dever de fazer o melhor e de ganhar o mais possível numa profissão necessáriamente efémera.

 

Mas com dignidade. Com jogo limpo. Sem batota.

 

Por favor: esperar que alguém acredite que o pequeno-almoço com um candidato a Primeiro-ministro, na véspera das eleições, rodeado de comunicação social, se deveu a uma atitude pessoal e generosa e a uma feliz coincidência, e não a uma contrapartida “por debaixo da mesa” ?!?

 

É, de facto, obsceno.

 

Não havia necessidade!

publicado por jpargana às 15:00

De facto, não havia necessidade! O Figo, pode apoiar o candidato que quiser numa eleição qualquer, a opção é dele, é um direito que tem.
Só não podem é chamar-nos a todos burros e que não percebemos o que se passa, isso é um insulto!!
Sofia a 10 de Junho de 2010 às 23:20

Este blog é uma colectânea de reflexões do autor sobre temas de interesse geral e da sociedade e ambiente que o rodeiam.
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