Rua do Saco

Maio 29 2011

 


http://www.youtube.com/watch?v=bq3ZfrXoH-A&feature=share

 

Hoje, vou falar de coisas muito sérias:

 

É evidente que não vou votar no Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) e seu grupo.

 

Só a ideia me repugna!

 

Está fora de questão e faço questão de não o ocultar!

 

Sei, como o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”), que não é com a verdade que se ganham votos, mas há limites que tenho que ver observados.

 

Reconheço-lhe a falta de escrúpulos, a habilidade, a desfaçatez, a chicoespertice, a capacidade de mentir com o maior descaramento.

 

São qualidades que, já disse a propósito do Sr. Qualquer Coisa, não aprecio num candidato a Primeiro-Ministro.

 

Dele, nem um carro em segunda mão, com garantia, de borla, eu aceitaria.

 

Mas parece, a julgar pelas sondagens (pelo menos, as mais ruidosas), que uma grande parte do Povo Português não pensa como eu.

 

Essa grande parte (dizem que um terço) acha que isso não tem qualquer importância.

 

É assim a (esta) Democracia.

 

E existe a possibilidade, a julgar pelas tais sondagens, de o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) e seu grupo ganhar as eleições.

 

O que não transforma Portugal num “case study”!

 

Por uma razão:

 

Já o é!

 

Mas se isso acontecer, não há volta a dar-lhe: o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) terá que ser convidado a formar um Governo (diz-se que agora) com apoio maioritário na Assembleia da República.

 

Estou convencido que conseguirá formá-lo. Não acredito que tenha qualquer dificuldade. Bastará celebrar os acordos que para tal se tornem necessários, ainda que sem a menor intenção de os cumprir.

 

Para ele, um acordo é apenas isso: um acordo.

 

Um meio para alcançar um fim.

 

Não quer dizer que seja para cumprir.

 

Cumprir acordos é coisa de tolos, de pobres de espírito, que nunca vencerão na vida!

 

Façamos um parêntesis para pensar na hipótese, pouco provável, de o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) não conseguir formar o tal Governo (diz-se que agora) apoiado por maioria parlamentar:

 

Em teoria, parece nada obstar a que o 2º partido mais votado seja convidado a formar o tal Governo (diz-se que agora) apoiado por maioria parlamentar.

 

Também parece que não seria difícil a formação de tal Governo. Todavia, que força, que condições teria esse Governo para governar?

Não teria sempre o estigma de ter sido um Governo de 2ª escolha?

 

E apesar de todos os acordos (com a “troika”, aliás, Comissão de Credores, incluído), que colaboração, que não-obstrução seria feita pelo Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) e seu grupo?

 

Não alimentemos ilusões!

 

Para isso, é preferível que seja o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) a formar o tal Governo.

 

Por várias razões:

 

Isso não transforma Portugal num “case study”.

 

Já o é.

 

Foi assinado um acordo (ao que parece em versões diversas, para diversos gostos) com uma tal de “troika” (desculpem: Comissão de Credores).

 

Há uns dias, o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates”) não sabia se havia tradução para Português de tal acordo.

 

Pudera! Com os seus conhecimentos de Inglês Técnico, o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates), não devia precisar de tal tradução. Todavia, ao que parece, esses conhecimentos não foram suficientes para evitar as tais diversas versões.

 

Adiante:

 

Sem o dizerem claramente, as pessoas que sabem de Economia não acreditam que o tal acordo tenha a mais pequena possibilidade de ser cumprido.

 

São pessoas muito educadas, e são patriotas, e quando respondem, dizem, com um ar sério:

 

-“Vai ser muito difícil!”

 

 

Sabem, no fundo, que são medidas de bom senso, há muito preconizadas pelo Senhor de La Palisse.

 

Que não foram implementadas em anos.

 

Quem as vai implementar em semanas ou dias????

 

Ninguém acredita que o acordo seja cumprível.

 

Então, que seja o Sr. José de Sousa (mais conhecido por “engenheiro Sócrates") a não o cumprir.

 

Nisso ele é especialista!

 

Por formação e por estrutura mental, penso que tudo na vida tem que ser feito sem que se esgotem as reservas (morais incluídas).

 

Se alguém se perfila em alternativa ao estilo “engenheiro Sócrates”, talvez não seja ainda a sua vez.

 

A julgar pelas sondagens, a terra ainda não está suficientemente queimada.

 

P.S. (de Post-Scriptum, entendamo-nos): Se bem me lembro, não há muitos anos que um histórico Socialista, na altura Presidente da República se insurgia contra um Governo de maioria absoluta, hostilizando-o abertamente. É bom ouvi-lo hoje defender um tal Governo.

 

O meu nome é João José Gonçalves Pargana, cidadão Português. Já conheci o medo, como toda a gente. Mas não de quem goste de malhar na direita, nem de levar, por me meter com o P.S.( não de Post-Scriptum, entendamo-nos).

publicado por jpargana às 17:34

Maio 19 2011

Também acredito que não há democracia representativa sem partidos políticos (mais do que um).

 

Pelo menos, ainda não foi inventada, que eu saiba.

 

Mas em tempo de austeridade, em que tantos sacrifícios são impostos (e não, como se diz, pedidos) ao Povo, há que pôr a imaginação a trabalhar para ajudar o Estado a dar o exemplo, cortando os seus custos e aumentando a sua eficácia.

 

Aqui vai, pois, o meu modesto contributo:

 

A menos que eu tenha andado desatento, quem escolhe os candidatos a deputados é a cúpula (aliás o líder) de cada partido.

 

Igualmente, e ainda a menos que eu tenha andado desatento, aquilo que, após as eleições, os deputados vão propor e decidir pelo voto, é aquilo que a cúpula (aliás o líder) de cada partido previamente decidir.

 

Então, os deputados têm por missão dar formalização democrática às decisões já tomadas pelas cúpulas (aliás, pelos lideres ou chefes) dos seus partidos.

 

Então, para isso, serão necessárias centenas de deputados?

 

Acho que não.

 

Para isso, bastam um deputado por cada partido.

 

Claro que a cada um deles seriam atribuídos os votos correspondentes ao respectivo resultado eleitoral (em percentagem). Assim se manteria o peso relativo de cada um e a verdade democrática das eleições.

 

Imaginem-se as enormes vantagens!

 

A redução dos custos em salários!

 

Em pensões (Até se davam de barato as reformas por inteiro após dois mandatos e a afronta que isso representa)!

 

Em viagens!

 

Em ajudas de custo!

 

Em computadores!

 

Em assessores!

 

Em assessores de assessores!

 

Em todos os outros custos de funcionamento (?!)!

 

Em instalações! (Uma pequena sala, com a dignidade adequada, seria suficiente. O resto do Parlamento poderia ser mantido e rentabilizado com visitas pagas e guiadas para turistas).

 

E o que se ganharia em dignificação?

 

Sem deputados a dormir em pleno plenário!

 

Sem deputados faltosos, que só lá vão quando a cúpula (aliás o chefe, o líder do partido) mandar, porque há uma votação importante!

 

Sem a terrível dúvida de saber o que realmente anda lá a fazer toda aquela gente, cuja grande maioria nunca abriu a boca, nunca tomou uma iniciativa e nunca fez mais nada além de número para votar naquilo que o líder mandou!

 

Sem a triste mas generalizada convicção de que a maioria dos deputados só lá está porque não servem para mais nada!

 

Sem a crença também generalizada de que não há sobrevivência sem a servidão a um partido e a uma carreira política em alternativa à emigração!

 

E o que se ganharia em moralização da nossa vida colectiva!

 

Mas mais, muito mais:

 

Imagine-se só o que se pouparia se o mesmo sistema se aplicasse às Assembleias Municipais!

 

E às Assembleias de Freguesia!

 

E às Autarquias e a todos os demais órgãos e assembleias de representação partidária, que, perdoem-me a ignorância, não sou capaz de nomear!

 

P. S. (de Post-Scriptum, entendamo-nos!): Não refiro aqui os futuros órgãos regionais, dos quais fomos salvos pela Comissão de Credores (perdoem-me: não gosto da designação “troika”).

publicado por jpargana às 15:56

Maio 17 2011

Ando muito ansioso por saber quem o P.S. vai indicar para Primeiro-Ministro, no caso de ganhar as próximas eleições.

 

É que o actual Primeiro-Ministro e Secretário-Geral, Sr. José de Sousa (conhecido por “engenheiro Sócrates”), é, como se sabe, um escravo da sua palavra e do seu culto da verdade, e rigoroso (diria mesmo, religioso) respeitador dos seus compromissos, e já declarou, publicamente e com toda a solenidade, não estar disponível para governar com o FMI.

 

 

Excerto do debate na TVI entre Paulo Portas e o Sr. José de Sousa (conhecido por "engenheiro Sócrates").

 

Paulo Portas: "O sr. disse que nunca seria primeiro-ministro com o FMI."

 

José de Sousa: "Não foi isso que eu disse. O que eu disse é que não estava disponível para ser primeiro-ministro com o FMI."

 

Judite de Sousa: "Não é a mesma coisa?"

 

José de Sousa: "Não. É diferente."

publicado por jpargana às 18:58

Este blog é uma colectânea de reflexões do autor sobre temas de interesse geral e da sociedade e ambiente que o rodeiam.
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