Rua do Saco

Janeiro 24 2010

Tenho 71 anos de idade.

 

Desde miúdo, toda a gente me disse que poupar é uma virtude. O meu Pai ensinou-me “que não devia estender o pé para além do lençol”. Acreditei nele e segui sempre o seu conselho. Ao longo da vida fui ouvindo que poupar era a forma mais segura de manter na velhice a qualidade de vida a que me habituei enquanto trabalhei. Acreditei.

 

Sempre me apavorou a perspectiva de ser, na velhice, um fardo para a família ou para a sociedade.

 

Nunca fui a Cancún nem à República Dominicana. Nem de férias ao Brasil, pagas a suaves prestações.

 

O meu carro não tem GPS. Aliás, todos os carros que tive, tiveram que me servir mais de cinco anos, apesar de comprados em segunda mão.

 

Quis a sorte que eu herdasse um nome respeitado e um pequeno património. Procurei ser digno desse nome e honrá-lo, e respeitar esse património, investindo na sua conservação. Poupei e investi, melhorando e aumentando esse património.

 

O meu Pai dizia-me que era minha obrigação deixar aos meus filhos mais do que ele me deixava a mim. Acreditei. E procurei seguir o seu ensinamento.

Toda a minha vida poupei.

 

Fui enganado!

 

Afinal, poupei para quê?

 

Para pagar impostos!

 

Já tive que resgatar os meus PPR para pagar impostos e vou ter que vender património para continuar a pagá-los.

 

Quando as pessoas como eu tiverem resgatado todos os seus PPR e vendido o seu património, pergunto: a quem vão ser aumentados os impostos?????

publicado por jpargana às 18:50

Janeiro 24 2010

Estou muito preocupado com o “meu” Banco.

Como micro accionista e micro cliente, não consigo evitar a enorme preocupação com o regresso do Sr. Dr. (?!) Armando Vara ao Conselho de Administração (ou mesmo perto) do BCP.

É que preciso de estar certo de que a gestão do Banco em que detenho algumas acções adquiridas com poupanças fruto do meu trabalho, e a quem confiei a custódia de aplicações e depósitos que também resultaram do meu trabalho de anos, está entregue a pessoas dignas da confiança e com a competência adequada às respectivas funções.

Aliás, Confiança é a razão de ser de um Banco.

Nada me move contra o Sr. Dr. (?!) Armando Vara. E também acredito que ninguém é culpado antes de ser julgado e condenado em Tribunal.

Mas acho que, como micro accionista e micro cliente tenho que ser exigente no que respeita às pessoas que são escolhidas para cargos de tal responsabilidade.

Não duvido que o Sr. Dr. (?!) Armando Vara tenha uma brilhante carreira partidária, e de grande competência e fidelidade nesse tipo de actividade. Isso não lhe dá a experiência, qualificação e comprovada competência para um cargo na Administração de um Banco.

Começa a ser tempo de se escolherem as pessoas para o desempenho de quaisquer funções, com base em outros critérios que não sejam a filiação, fidelidade e carreira partidária.

A qualificação, experiência e comprovada competência constituem certamente uma alternativa a ensaiar.

Estou muito preocupado com o “meu” Banco. Penso que esta preocupação não é só minha.

Santo Estêvão, 10 de Dezembro de 2009

 

publicado por jpargana às 18:45

Janeiro 24 2010

Uma coisa é certa:

 

O Sr ex-Inspector teve acesso às informações que utiliza no seu livro em exercício de funções.

 

Não sei até que ponto a utilização dessas informações para outros fins que não os inerentes a essas funções é legalmente aceitável (chocar-me-ia, mas não me admiraria que o fossem).

No mínimo, é eticamente reprovável.

 

É certamente um abuso a sua utilização para fins próprios!

 

Essas informações não são propriedade do Sr. ex-Inspector. São propriedade da Instituição para a qual trabalhava, Instituição que, aliás não honrou, que expôs ao descrédito e para cujo desprestígio deu sério contributo

publicado por jpargana às 18:39

Janeiro 24 2010

Sou de um tempo diferente, reconheço. Mas faço um esforço por acompanhar a evolução, adaptando-me às novas condições.

 

Na escola, tratávamos o professor por Sr. Professor e o Contínuo (havia Contínuos) por Sr. seguido do nome ou apelido (os Contínuos tinham nome e apelido). Ambos eram tratados por Sr..

 

Vejo na televisão (que suponho reflectir a realidade) os jovens a tratar o professor por Professor (sem Sr.). Cumprimentam: “Bom dia, Professor!” Ou chamam: “Ó Professor!”

 

Não os imagino a cumprimentar: “Bom dia Auxiliar!” Ou chamar: “Ó Auxiliar!” Quando se dirigem ao Auxiliar de Acção Educativa (versão actual de Contínuo). Tal como não os imagino a chamar: “Ó Polícia!” ou: “Ó Porteiro!” Certamente chamarão: “Ó Sr. Polícia!” ou: “Ó Sr. Porteiro!”

 

É vulgar ouvir: “Como está, Engenheiro?” Ou: “Passou bem, Doutor?”.

Nunca ouvi: “Bom dia, Guarda!” Ou: “Como está, Porteiro?” Aqui, certamente se ouvirá: “Bom dia Sr. Guarda!”, “Como está, Sr. Porteiro?”.

 

Em que ficamos? Porquê uns são Senhores e outros não?

 

publicado por jpargana às 18:26

Janeiro 24 2010

 

Quero agradecer ao público Bósnio a ajuda dada para que pela primeira vez (tanto quanto me lembro) os jogadores Portugueses (incluindo alguns nascidos Brasileiros) tenham cantado a Portuguesa de cabeça bem levantada e em voz bem alta.

Acredito que a falta de fair-play, manifestada pela despropositada, deselegante e grosseira assobiadela durante a execução do Hino Nacional de Portugal, foi não só uma preciosa ajuda para a nova postura a cantar o Hino, como para o empenho e a nova garra que os nossos jogadores puseram na vitória que acabaram por merecer.

Se eu fosse Seleccionador (sei que não vou sê-lo), havia de ensinar aos jogadores Portugueses (o que inclui, escusado dizê-lo, os nascidos Brasileiros) o Hino Nacional de Portugal, e a cantá-lo em voz bem alta e de cabeça bem levantada.

Mais: todos os treinos por mim dirigidos haviam de ter início com o Hino Nacional cantado dessa forma!

Como se um bando de selvagens estivesse a tentar calar-nos!

Santo Estêvão, 11 de Dezembro de 2009-12-12

 

publicado por jpargana às 18:15

Janeiro 24 2010
Afinal, ficámos a saber que quase 90 %  dos nossos professores tem a classificação de Bom.
 
 
De facto, para quê a avaliação?
Vejamos: seria interessante saber (que eu saiba, isso não foi tornado público) se a esses (os Bons) juntássemos os classificados como Muito Bom, Excelente e ainda os Suficiente ou Aceitável, qual a percentagem que ficaria para os Não Aceitáveis ou Incapazes (se é que os há).
A acreditar na avaliação, essa é que seria a percentagem que seria importante conhecer e com a qual devíamos preocupar-nos.
Porque deve ser essa a parte dos professores que é responsável pelo estado a que o nosso ensino chegou.
Como é possível que uma percentagem tão necessariamente pequena seja causadora de tanto mal?
A menos que a avaliação feita careça de eficácia e não mereça credibilidade. Então, se assim for, de novo: para que serve?

 

publicado por jpargana às 17:51

Este blog é uma colectânea de reflexões do autor sobre temas de interesse geral e da sociedade e ambiente que o rodeiam.
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